sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Coldplay: "Viva la Vida"


O Coldplay sempre foi uma banda bastante aclamada pelos críticos e pelo público,desde que lançaram o primeiro CD,"Parachussets" no ano 2000.Desde então,a banda vem construindo uma carreira sólida e conquistando cada vez mais fans.
Porém,foi apenas com X&Y que a banda britânica,composta por quatro membros,tornou-se frebre nas paradas de sucesso do mundo inteiro. Com melodias inovadoras como "Speed of Sound",o Coldplay ousou nos acordes e no instrumental,tornando X&Y o albúm mas conhecido do Coldplay.

O último trabalho da banda "Viva la Vida",lançado em 2008,e o quarto albúm do quarteto manteve a qualidade.Aliás,o albúm ganhou inúmereas críticas positivas de jornalistas especializados em múscia e fãs e ao que tudo indica,é o melhor trabalho da banda. Eu particularmente,como grande fã do Coldplay desde "Parachussets" não posso deixar de concordadar.

"Viva la Vida" é mais simples que os trabalhos anteriores,mas diria que também é o albúm mais pessoal da banda.E com isso eu quero dizer,que as letras,as melodias,tudo parece mais íntimo,aconchegante,mesmo sem os incríveis efeitos sonoros presentes nos albúns anteriores.
As músicas do CD novo,tratam de temas universais como amor, paz e guerra,conseqüentemente fazendo com que a grande massa se indentifique mais com as canções. Fazendo também,com que de certa forma,você tenha aquela sensação familiar de que certa música,foi feita para você.

Informações:
-Site da banda:
www.coldplay.com/
-Myspace da banda:
www.myspace.com/coldplay


Por:
Patrícia Costa.

Cultura Pop:Gossip Girl.


Gossip Girl é um dos seriados americanos de maior repercussão na imprensa.Deixem-me explicar,desde sua estréia no início de 2007,a série vem sendo bombardeada com críticas do Conselho dos Pais dos E.U.A,que insiste que o seriado é impróprio e desde então vem fazendo inúmeras tentativas de censurá-lo. Logo no episódio piloto,pode-se ver adolescentes usando drogas e alcool,além de duas tentativas de estupro.

Foi no início desse ano porém,que a polêmica alcançou um novo patamar,quando os produtores da série resolveram promover a segunda temporada usando fotos de personagens em posições provocantes e advinhem o que mais?Frases retiradas das críticas impressas feitas pelo Conselho de Pais.Como por exemplo,"O Pesadelo de Todo Pai" e "Muito Ruim para Você".

Inspirada nos livros de Cecily von Ziegesar e adaptada para a telinha por Josh Schwartz,o mesmo roteirista e produtor de The O.C. A série conta a história de jovens da alta sociedade Nova Iorquina,narrado pela blogueira anônima,Gossip Girl. Fúltil?Talvez,mas uma delícia de assistir.Sucesso entre os críticos americanos,Gossip Girl é diversão sem compromisso.
Se não pelo belo cenário e ótimos diálogos,então que seja pelos comentários maldosos da narradora e pelo figurino.Grifes,festas,traições,escândalos... está tudo lá.

Destacando porém,o romance entre os dois vilões,Blair e Chuck,que eu diria serem os personagens mas bem construídos da série,justamente por terem uma certa profundidade.Entretanto,o real foco da série é a amizade entre Blair e Serena.As duas vivem às idas e vindas,brigando,competindo,mas que no final das contas,sempre acabam fazendo as pazes.Clássico exemplo de certas amizades durante o colégial.

Como em The O.C.,a série também tem uma ótima trilha sonora,repleta de bandas independentes como Kings of Leon e Manchester Orchestra,mas também com alguns nomes conhecidos entre os adolescentes,como Rihanna e Justin Timberlake. Enfim,sendo um seriado para agradar o público jovem,Gossip Girl não despaponta.Tem a dose certa de drama,atores consistentes e todo o resto,que torna impossível deixar de assistir.

*Gossip Girl pode ser vista nos E.U.A no canal CW e no Brasil no canal fechado Warner Chanel.
*A emissora aberta SBT,anunciou que vai transmitir a série,mas até agora não se tem data de estréia.


Por:
Patrícia Costa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A estranha perfeita


O filme, que tem em seu elenco os atores Halle Berry e Bruce Willis, traz uma crítica a respeito das imagens que as pessoas costumam criar de si mesmas e sobre as interpretações que são feitas por aqueles que convivem conosco. Contraditoriamente, muitas são erradas.

Rowena (Halle Berry) uma jornalista que busca vingança pela morte da amiga de infância. Suas suspeitas caem sobre um empresário (Bruce Willis) que mantinha um caso extra-conjugal com a amiga. Com o passar do filme, as descobertas tornam-se surpreendentes, já que a culpada pela morte da jovem é a jornalista que se dizia amiga.

Por motivos de confronto na infância e ameaças feitas, Rowena desesperada, comete o crime que considerava perfeito, até que é desmascarada por seu melhor amigo. A jornalista não se conforma com o desmascaramento e assassina seu amigo, a fim de garantir sua liberdade.


Filmes com este tipo de enredo ajudam a desenvolver nosso senso crítico. Através das descobertas e pequenas pistas que o filme vai revelando, nossa capacidade de raciocínio lógico acaba sendo mais desenvolvida, mais aguçada. É ótima a lição que ele nos passa de que nem sempre as pessoas são o que parecem ser.

Mostra que máscaras existem e que um dia, serão descobertas, por mais que quem as descubra corra sérios riscos. Desavenças passadas podem deixar marcas irreparáveis, e mesmo depois de algum tempo, encontram-se presentes na vida das pessoas que vinciaram o conflito.

Assim, movidos pela mágoa, algumas pessoas tendem a fazer o que acham correto ou justo, sem pensar no que realmente seria sua vida, se optassem por viver uma vida mais leve e sem exacerbar os aspectos negativos dos relacionamentos. Aliás, esse é o segreo da vida...



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Por: Jordânia Caetano.

Gotas de Música Popular Brasileira (MPB).


Com a segunda geração da Bossa Nova, em 1966, surgiu o que convencionamos chamar Música Popular Brasileira - MPB. Não deve ser confundida com Música do Brasil, pois esta abrange diversos gêneros da música nacional, entre eles: o Baião, o Choro, a Bossa Nova, o Frevo, o Samba-Rock, o Forró, o Samba-Reggae e a própria MPB. A MPB começou com características fortemente nacionalistas, mas isso não se manteve devido às misturas de gêneros musicais. Tal diversidade é saudada e já se constituiu marca deste gênero musical.


Alguns grandes nomes da MPB são: Chico Buarque, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Elis Regina, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, entre outros. A minha geração , nasceu e cresceu ouvindo alguns desses artistas e suas canções, cheias de mensagens revolucionárias ou que, simplesmente, falam de amor, de amizade, de cultura. Sabe-se que, mesmo com as modificações sofridas, a Música Popular Brasileira encanta e mantém admiradores.


A MPB traz consigo, memórias de épocas em que o Brasil era livre e ao mesmo tempo, vivenciava a ditadura. Ao ouvir as canções, nossos pais e avós lembram-se das experiências vividas e nós nos imaginamos naquela época, em como tudo era diferente... Valores, crenças, tabus.

Grande parte da música que hoje é ouvida, não traz as características apreciadas pela MPB. Utilizam-se de expressões vulgares, letras que não trazem um significado coerente, necessário.


Quando nossos filhos ouvirem as músicas da nossa geração, creio que não irão apreciá-las com a mesma empolgação e entusiasmo, como muitos de nós apreciamos as da geração passada.


Trecho da música COMO NOSSOS PAIS interpretada por Elis Regina.

''Não quero lhe falar meu grande amor

Das coisas que aprendi nos discos

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

Eu sei que o amor é uma coisa boa

Mas também sei que qualquer canto

É menor do que a vida de qualquer pessoa

Por isso, cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram

E o sinal está fechado pra nós

Que somos jovens

Para abraçar seu irmão

E beijar sua menina, na rua

É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz...''

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Por: Jordânia Caetano.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Crônica: Metamorfose Ambulante


Eu gosto de ouvir Raul. Talvez por eu ter crescido escutando meu pai tocar as músicas do Maluco Beleza quando a gente se reunia com a família ou com os amigos. O nome dessa música se encaixa perfeitamente com o post de hoje... afinal, somos metamorfoses diárias, quase.


Numa conversa com meu irmão de 11 anos, eu percebi que nascia uma espinha no rosto dele e fiquei meio perturbada pelo fato de ele estar crescendo e que, daqui a alguns anos, ele já vai estar trazendo a namorada pra casa - ou não, rs. Pensamento bobo?! Sei que sim, mas não me culpe por ser a irmã mais velha. Enfim, vamos ao tema do post.


Eu me lembro muito bem da minha primeira espinha. Nossa! Me senti a mais adolescente possível e tinha a certeza de que eu me diferenciava das outras garotas. Estranho pensar que anos depois, a cada aparecimento de uma espinha, seria um gritinho histérico em frente ao espelho... De horror, claro.


A gente deseja tanto alguma mudança e, às vezes, sentimos falta do que éramos antes. Por mais que as espinhas, de certa forma, simbolizem a nossa passagem pra adolescência, a infância acaba deixando saudades... Saudades de quando o futuro parecia algo bem distante, que não merecia preocupações naquele instante e, assim, poderíamos continuar assistindo desenho animado.


O colégio parecia uma tortura sem fim. Eu contava quantos anos faltavam pra que eu pudesse concluir o Ensino Médio e adorava inventar uma desculpa qualquer pra ir ao colégio com a blusa nova que havia comprado e com aquele jeans que ficava bem no corpo. Hoje, uma farda até seria bem-vinda para que eu não precisasse me preocupar se a blusa que eu quero vestir hoje, eu já não usei semana passada - questões femininas, confesso. E nem preciso comentar sobre as amizades que a gente faz nos tempos de colégio e das histórias cômicas que vamos vivendo.


As mudanças foram necessárias, uma hora ou outra, elas tinham que vir. E elas não vão parar tão cedo... mas, o que se pode tirar de bom são as experiências que são proporcionadas. Por mais que a faculdade não seja como nos colégios, cada momento vai ser vivido pra não ser esquecido, porque isso também acaba. E cada amor vai ser sentido como se fosse o último, porque, talvez, realmente seja.


É, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.


Título:. 'Metamorfose Ambulante', Raul Seixas.



Por: Jordânia Caetano.

Crônica:Contando Estrelas.




Eu vivo de costas pro mundo,de frente pra vida.Cheia de perguntas,com medo das respostas.Eu vivo um dia de cada vez,eu penso no futuro de cinco em cinco minutos.Eu quero a revolução,eu temo as mudanças.Gosto de porta fechada,janela aberta,sol invadindo o quarto,chuva lá fora.Eu vivo o hoje pensando no passado,eu sinto saudades,eu anseio por uma vida nova. Eu quero ser uma desbravadora,eu tenho medo do desconhecido.Gosto de escuro e claro.Não tenho mais medo de escutar o que não quero.


Sonho acordada,quero dormir semanas inteiras de vez em quando. Quero parar o tempo no primeiro semestre de faculdade.Quero trabalhar e ter filhos.Quero dançar na chuva,trabalhar no sol quente,viajar pra Bangladesh e pra Paris.Quero terremotos,paz de espírito,dormir em uma rede no meio do mato.Quero conhecer gente nova,passar o resto da vida com os mesmos amigos.Quero comer bolo de chocolate as 3h da manhã de uma quarta-feira e não engordar.Quero dias e dias afastada da cidade grande,quero fugir do tédio do interior.


Quero vida saudável,construir família.Quero rock n'roll toda noite e festa todo dia,sem olhar pra trás.Quero namorar muito,quero amar o mesmo homem a vida inteira.Quero passear por aí em uma Limusine,quero uma casinha de venezeanas azuis no meio de algum lugar.Quero lençóis limpos,roupas sujas.Sossego,festa,várias horas sem parar de falar.Quero andar de bicicleta,tomar banho de chuva,quero usar salto alto e ser uma mulher de negócios.Quero te dizer todos os "nãos" que você merece,pular nos seus braços cinco minutos depois.


Quero vida de princesa,quero trabalhar duro,quero saber como é plantar e colher(literalmente).Quero publicar um livro,quero guardar só pra mim minhas anotações.Quero escrever cartas e não mandar,fazer poemas de amor pra todo mundo que eu conheço.Eu gosto de MPB e rock americano. Quero os excessos,quero o necessário.Quero fazer fortuna no exterior,ver um sorriso sincero no rosto de todo mundo.Ir à praias de nudismo,virar freira.Trabalhar na sexta-feira,farrear na segunda.Eu quero as contradições.


Ou talvez o que eu queira mesmo é ser feliz.
Por:Patrícia Costa

Literatura Nacional: Amor é prosa, sexo é poesia de Arnaldo Jabor.


JABOR, Arnaldo. Amor é prosa, sexo é poesia: Crônicas afetivas. São Paulo: Objetiva, 2006. 200 pps.


Arnaldo Jabor nasceu no Rio de Janeiro. Estudou Direito, foi crítico de teatro e cineasta. Dirigiu filmes que se tornaram referência no cinema nacional, como Tudo Bem, Toda Nudez Será Castigada, Eu Sei que Vou Te Amar e Eu Te Amo. Desde a década de 90 é colunista no Estadão e em O Globo. Também é comentarista do Jornal Nacional. Publicou quatro livros, entre eles, Sanduíches de Realidade e a Invasão das Salsichas Gigantes, pela editora Objetiva.


Através das crônicas que constam na obra, Jabor aborda diferentes situações da vida em que estão presentes o desejo, o amor, o sexo. O autor analisa de forma bastante simples, facilitando a compreensão do leitor, e proporcionando uma nova reflexão para os fatos que muitas vezes vivenciamos sem dar a importância merecida. Fala de amores passados, pessoas importantes em sua vida - como o avô -, das obsessões masculinas e diferenças entre o homem e a mulher nos mais diversos fatores, e principalmente, na relação amor X sexo.


''O amor depende de nosso desejo, o sexo é tomado por ele. O perigo do amor é virar amizade; o perigo do sexo é que você pode se apaixonar.'' Arnaldo Jabor consegue utilizar sua percepção de forma clara, como em suas crônicas políticas. A leitura se torna divertida e agradável à medida que os nossos olhares vão se tornando mais críticos, quando nos encontramos nos questionamentos e situações narradas por Jabor.


Por Jordânia Caetano.